A Baixa e o Chiado foram as zonas mais dinâmicas no ano passado.

As vendas de imóveis no centro histórico de Lisboa atingiram quase as 2200 operações, num total de 709 milhões de euros só no ano passado. Os dados foram revelados pela Confidencial Imobiliário (Ci) e mostram que a Baixa/Cruzes da Sé e o Chiado foram considerados os bairros mais dinâmicos, concentrando 46% destas transacções. No que respeita à transacção de prédios para reabilitação, o valor médio de venda deste tipo de imóvel variou entre 814 euros e 2793 euros por metro quadrado. Já em termos de fracções, o preço médio de venda no centro histórico da capital de unidades de retalho usadas, ou seja, sem obra, foi de dois mil euros por metro quadrado, um valor que duplica (4070 euros por metro quadrado) quando se trata de lojas já reabilitadas. No caso da habitação, as unidades usadas foram transaccionadas, em média, a 2513 euros por metro quadrado, enquanto as fracções habitacionais reabilitadas apresentaram um valor médio de venda de 3756 euros por metro quadrado. As tipologias T0 e T1 continuam a ser as mais transaccionadas. O estudo indica ainda que os imóveis de serviços são os que apresentam menor diferencial entre o preço de venda nos usados e nos reabilitados, com as fracções no primeiro caso a apresentarem em 2015 um valor médio de 2104 euros por metro quadrado e, no segundo, um valor médio de 2577 euros por metro quadrado. Estes dados analisam 25 bairros que integram o centro histórico de Lisboa e incluem as freguesias da Misericórdia, Santa Maria Maior e São Vicente.

Actividade volta a cair Depois de seis meses consecutivos com variações positivas, o mercado de reabilitação urbana caiu 2% em Abril. A conclusão é do inquérito mensal realizado pela AICCOPN. Mas as más notícias não ficam por aqui. “A acompanhar a redução deste indicador assiste-se ainda a uma forte diminuição do nível da carteira de encomendas, o qual regride 23,5% em termos homólogos”, diz a associação. Já quanto à produção contratada em meses, ou seja, o tempo assegurado de laboração, considerado um ritmo normal de produção, situou-se em 6,6 meses em Abril de 2016, quando no ano anterior foi de 7,8 meses. A verdade é que este mercado poderá vir a ganhar um novo fôlego com os instrumentos financeiros previstos pelo governo para a reabilitação urbana e eficiência energética, que agregam apoios de 600 milhões de euros. No entanto, este valor, associado a verbas privadas, com destaque para os empréstimos do Banco Europeu de Investimento (BEI), poderá representar um volume de financiamento de três mil milhões de euros até 2020.Os instrumentos financeiros sustentados no Portugal 2020 permitem disponibilizar até 247 milhões de euros para a reabilitação urbana e 366 milhões de euros para a melhoria da eficiência energética. As metas previstas no Compromisso para o Crescimento Verde são simples: no caso da reabilitação urbana deverá representar 23% do volume de negócios do sector da construção em 2030. Já o consumo energético na habitação de particulares e da administração pública deverá ser menor em 30%.

FONTE:JORNAL ionline

SÓNIA PERES PINTO