ESPELHO D´ÁGUA RESTELO LISBOA

Está aí, em Belém, à beira do Tejo, desde que abriu, em 23 de

Junho de 1940 integrando a “Exposição do Mundo Português”, iniciativa do Estado Novo que teve lugar entre 23 de Junho a 2 de Dezembro desse ano.

Foi desenhado inicialmente pelo arquitecto António Lino, mas o restaurante viria a ser redesenhado e ampliado por Cottinelli Telmo em 1943, tendo funcionado até 1946, quando a sua falência foi declarada.

Cedido à Brigada Naval, tornou-se em 1980 no clube privado “Belém Clube-Museu”. No final da década de 90 foi remodelado novamente e acolheu o restaurante “Espelho d´Agua” e o “T-Club”.

Desde Setembro de 2014 que

o nobre lugar reabriu como “Espaço Espelho d’Água (EEA)”, equipamento turístico resultado de um concurso público lançado pela “Associação de Turismo de Lisboa – ATL”.

O projecto da remodelação tem a assinatura do atelier DC.AD e merece ser visitado.

Ao edifício — que parece flutuar sobre a tranquila linha de água que o rodeia —, foram devolvidas “as suas características originais, no momento do encerramento da exposição, em 1940”. Os pastiches poluentes foram removidos e procedeu-se “à abertura de uma grande clarabóia no centro do espaço, memória do pátio que separava os volumes originais, permitindo agora a entrada de luz”.

Já durante as obras de intervenção uma agradável surpresa: a descoberta de um mural do importante artista minimalista norte-americano Sol Lewitt falecido em 2007, que foi inteiramente restaurado.

O Espaço Espelho d’Água é único — pela localização e pela arquitectura —, onde a gastronomia, arte e design, música, audiovisuais e a interculturalidade fazem parte de um todo. “Um ambiente artístico e cultural que reflecte sobre a relação dos portugueses com o mundo e do mundo com os portugueses”, afirma Mário Almeida proprietário do Espaço.

FONTE:DIÁRIO IMOBILIÁRIO