HOTELARIA,REABILITAÇÃO URBANA E ESCRITÓRIOS EM LISBOA

Os sectores da hotelaria, reabilitação urbana e escritórios são os que terão maior rentabilidade dentro de quatro/cinco anos. Segundo a Worx, consultora portuguesa que fez para a Troika a reavaliação dos ativos imobiliários dos bancos, no seu mais recente estudo de mercado, o “WMarket 16”, aponta estes sectores como os que apresentam maior potencial no mercado nacional.

A médio prazo, o maior potencial identificado pelo “WMarket 2016” para hotéis concentra-se em novas localizações com projectos destinados às classes alta e média-alta. Em Lisboa, por exemplo – indica o estudo – “em 2015 o preço médio por quarto subiu 11,1% quando comparado com 2014; a categoria de cinco estrelas foi a que mais contribuiu para este aumento, com um crescimento de 15,2% face a 2014”.

“Novos hotéis terão um futuro muito promissor se os investimentos não se limitarem à afirmação de Portugal como um destino turístico de massas competitivo. Será fundamental ajustá-los às necessidades de um mercado cada vez mais sofisticado, mais móvel e mais exigente”, revela Pedro Rutkowski, CEO da Worx.

O estudo identifica ainda a construção de grandes escritórios em Lisboa e no Porto como investimentos com grande potencial de rentabilidade nos próximos quatro ou cinco anos. Ambos os mercados têm uma procura que não encontra oferta adequada, sendo que o Porto, como tem uma mão de obra mais barata do que Lisboa, tem uma procura muito específica para esta classe de investimentos.

Relativamente à reabilitação urbana, o “WMarket 2016” identifica grandes oportunidades no centro das cidades, desde que os projectos sejam adequados às novas características dos consumidores finais, quer em termos de habitação, quer em termos de lojas de rua.

“Todo o segredo está em saber identificar os activos, em reposicioná-los e em saber valorizá-los em função desse novo posicionamento. A sociedade portuguesa está a iniciar um período de mutação acelerada, muito marcado pela mobilidade geográfica e social. Por outro lado, no retalho urbano as zonas rentáveis de lojas de ruas começam a evoluir noutras direcções”, salienta o responsável.

 FONTE:DIÁRIO IMOBILIÁRIO